gestao ambiental                    
       
11 Fevereiro
11 min de leitura

Indicadores ESG e sua importância na gestão de resíduos

cover image
O crescimento sustentável é um tema-chave da maioria das estratégias corporativas nos dias atuais ... Saiba mais!
Indicadores ESG e sua importância na gestão de resíduos

O crescimento sustentável é um tema-chave da maioria das estratégias corporativas nos dias atuais. Neste artigo, discutiremos as maneiras de implementar os pilares da sustentabilidade (ESG) na estratégia do seu negócio.

Sustentabilidade. Esta palavra importa para todos, seja você dono de empresa, colaborador, investidor e até consumidor. Hoje, as atividades com menores impactos socioambientais e mais responsáveis e sustentáveis ecológica, social e economicamente são as mais valorizadas no mercado.

Pensando nisso, muitas empresas têm buscado avaliar seus desempenhos frente ao tripé que compõe a sustentabilidade: ambiental, econômico e social. Estes três eixos formam uma sigla que vem sendo bastante utilizada recentemente: ESG, que significa Environmental, Social and Governance (ou em português Meio Ambiente, Social e Governança).

Uma vez que a organização promova a mensuração de sua sustentabilidade, elas podem ser integradas ao processo de investimento e ainda, alterar o valor de mercado da própria organização. Em outras palavras, os índices ESG podem contribuir de forma significativa para o crescimento de mercado de sua organização.

Neste artigo, você poderá entender um pouco mais sobre os seguintes pontos:

O que é o ESG?

O que é o ESG?

Os critérios ESG são um conjunto de padrões para as operações de uma empresa que os investidores socialmente conscientes usam para avaliar os investimentos potenciais.

É um termo genérico utilizado no mercado e comumente utilizado por investidores para avaliar o comportamento das empresas, bem como determinar seu desempenho financeiro futuro.

Os fatores ambientais, sociais e de governança são um subconjunto de indicadores de desempenho não financeiros que incluem questões éticas, sustentáveis e de governo corporativo, como garantir que haja sistemas em vigor para garantir a prestação de contas e o gerenciamento da pegada de carbono da corporação.

Os três fatores centrais do ESG são:

Critérios ambientais: examinam o desempenho de uma empresa como administradora de nosso ambiente natural, com foco em:

  • lixo e poluição
  • esgotamento de recursos
  • emissão de gases de efeito estufa
  • desmatamento
  • mudanças climáticas

Critérios sociais: analisam a forma como a empresa se relaciona com as partes interessadas, como por exemplo:

  • relações com os funcionários e diversidade
  • condições de trabalho, incluindo trabalho infantil e escravidão
  • comunidades locais (financiar projetos ou instituições que servirão a comunidades pobres e carentes em todo o mundo);
  • saúde e segurança
  • gestão de conflito

Critérios de governança: examinam como uma corporação se autorregula, ou seja, a forma como sua governança ocorre, como por exemplo:

  • estratégia fiscal
  • remuneração executiva
  • doações e lobby político
  • corrupção e suborno
  • diversidade e estrutura do conselho

Não existe uma abordagem padronizada para o cálculo ou apresentação de diferentes métricas ESG. Os gestores podem empregar uma variedade de abordagens analíticas e fontes de dados para abordar as considerações ESG, incluindo ponderação para o interesse de cliente ou mesmo de determinado produtor.

Compreender os méritos e limitações relativos de diferentes métricas pode ajudar a formar uma imagem mais completa dos riscos e oportunidades ESG.

O importante é que todas as métricas definidas pela sua organização sejam:

  1. Simples, de fácil entendimento e interpretação;
  2. Sólidos e confiáveis (validados e fundamentados);
  3. Mensuráveis e comparáveis;
  4. De baixo custo de implementação;
  5. Sistematizáveis para a coleta de dados;
  6. Rastreáveis (permite a recuperação de dados e informações)

Por que devo me preocupar com o ESG?

Por que devo me preocupar com o ESG?

Basicamente, podemos elencar três pilares que sustentam motivos para se preocupar com o ESG: Mercado, Clientes e Estratégia Sustentável

Mercado

É uma convicção considerar que o ESG aumenta o potencial de retorno ajustado ao risco, reduzindo o risco de investimento e criando valor de investimento.

Uma empresa bem administrada, responsável, preocupada com os stakeholders (pessoal, clientes e meio ambiente) tem mais probabilidade de exibir um maior nível de resiliência e superar seus pares do que outra que não o faz.

A análise ESG pode fornecer informações valiosas sobre fatores que podem ter um impacto significativo nas métricas financeiras de uma empresa e, portanto, informar melhor as decisões de investimento.

A análise ESG pode ser complexa. Quando se estuda o ESG, não se trata apenas de avaliar os produtos e serviços fornecidos por uma empresa, mas também seu comportamento, conduta, cadeia de suprimentos e outras considerações na gestão do negócio.

A análise ESG também deve considerar o futuro, levando em consideração não apenas as últimas divulgações ESG de uma empresa, mas também sua estratégia, impacto geral e evidências de que está cumprindo seus compromissos e padrões.

Mercado ESG

Clientes

O mundo mudou. Antigamente, a importância dada as questões sociais e ambientais que antes eram preteridas em função do progresso econômico, já não são mais. A ideia de promover um capitalismo a qualquer custo, ficou para trás.

Além disso, em 2025, a chamada ‘geração orientada por valores – os chamados millennials - representará três quartos da força de trabalho global. Estudos indicam que a geração do milênio tem duas vezes mais probabilidade do que a população em geral de investir em empresas com objetivos sociais ou ambientais.

A pressão dos proprietários de ativos para investir de forma responsável e ter uma mentalidade mais sustentável deve, portanto, crescer significativamente.

Novas diretrizes para emisssão do MTR online baseado na portaria 280 do MMA / Sinir

Estratégia Sustentável

O mundo enfrenta grandes desafios de sustentabilidade - como mudança climática, envelhecimento da população e desigualdade - que exigem soluções radicais que trarão mudanças enormes, mas difíceis de prever, para o sistema financeiro global.

Ao enfrentar esses desafios, reconhecendo que as decisões de alocação de capital têm um impacto real no mundo e tendo visões arrojadas do futuro, os investidores podem esperar tomar boas decisões de investimento de longo prazo.

No cerne do investimento ESG está a ideia simples de que as empresas têm mais probabilidade de ter sucesso e oferecer retornos sólidos se criarem valor para todos os seus stakeholders - funcionários, clientes, fornecedores e a sociedade em geral, incluindo o meio ambiente - e não apenas os proprietários da empresa.

Considerar as tendências futuras é extremamente importante e deve incluir inerentemente mudanças que podem ter implicações significativas para a lucratividade futura de uma empresa ou sua própria existência.

Como implantar o ESG na minha empresa?

Como implantar o ESG na minha empresa?

O ESG pode fundamentalmente tornar uma organização mais forte, mais resiliente e mais atraente para as principais partes interessadas, ao mesmo tempo que ajuda a mitigar riscos de longo prazo.

Ao mesmo tempo, a falta de uma estratégia ESG e de uma narrativa de sustentabilidade pode deixar uma empresa exposta e em risco em várias frentes

Os dados informados no relatório do ESG vão além dos relatórios financeiros usuais e até mesmo dos relatórios de sustentabilidade, e devem refletir seus objetivos gerais de negócios e estar alinhados com sua visão, missão e valores.

Mas se você está apenas começando sua jornada, por onde começar? Vejamos abaixo 04 etapas que podem te ajudar neste ponta pé inicial:

1) Estabeleça uma estratégia ESG

O primeiro passo é definir e implementar estratégia sólida em prática. Como qualquer sistema de gestão, seguir uma estratégia ESG significa melhoria contínua ao longo do tempo.

Uma boa estratégia ESG normalmente utiliza alguma ferramenta de qualidade, como PDCA; 5W2H; Análise SWOT. Se sua empresa já possuir certificação, como ISO 14001, este processo será ainda mais fácil, podendo o ESG complementar as estratégias definidas no sistema de gestão.

2) Definir a estrutura e forma de apresentação dos Dados

Há uma grande variedade de estruturas de relatórios, padrões e diretrizes por aí, e pode ser difícil saber qual escolher.

Alguns, como Global Reporting Initiative (GRI) e Sustainable Development Goals (SDG’s), não são específicos do setor. Existem também aqueles, a Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), por exemplo, que é específica para mudanças climáticas.

O GRESB é um padrão específico para investidores e clientes do setor imobiliário e forma a base para muitos dos relatórios desse tipo de empresa. Ele fornece avaliação de desempenho ESG de ativos reais em todo o mundo, incluindo carteiras imobiliárias e ativos de infraestrutura.

Entretanto, é bom que se entenda que não existe uma abordagem única para todos e isso dependerá das necessidades de relatórios de sua organização, o que eles desejam relatar e a quem se reportam.

Neste sentido, faça sua pesquisa ou fale com um consultor especializado da VG Resíduos para poder tirar todas suas dúvidas.

Gestão ambiental

3) Transparência e confiabilidade dos dados

Para que os dados apresentados sejam confiáveis, seus dados precisam ser precisos.

É natural que, mesmo tendo definindo estratégias, alguns objetivos possam não ser atingidos. No mundo real corporativo, não atingir determinado objetivo deve ser transformado em uma oportunidade de melhoria àquela organização.

A divulgação dos dados ESG é cada vez mais levada em consideração na tomada de decisões de investimento. Por isso é importante ter certeza de que você está relatando de forma precisa e transparente para seus stakeholders. De forma geral, é importante considerar os seguintes pontos:

  • Desenvolva políticas consistentes e controladas para quantificar e relatar métricas orientadas para o propósito.
  • Alinhe as métricas relatadas externamente com aquelas usadas pela administração na gestão do negócio.
  • Organize as métricas de forma sistemática. Considere o uso de tecnologia para tornar as informações interativas e envolventes.
  • Ofereça números de comparação para demonstrar consistência.
  • Determine o formato apropriado e com que frequência o relatório.
  • Implemente controles sobre a preparação e o relatório de métricas orientadas para o propósito com o mesmo rigor que os controles sobre os relatórios financeiros tradicionais.
  • Forneça contexto - as métricas mais relevantes consideram o setor e os mercados da entidade.

Além disso, certifique-se de que as métricas aplicadas são SMART (específicas, mensuráveis, alcançáveis, realistas, exequível).

Isso fornece uma base simples para demonstrar o progresso e a melhoria. E também pode ser utilizado para alinhar o gerenciamento e a operação reais do negócio com as metas ESG.

4) Efetivamente começar!

Impulsionado por temas emergentes como valor social e investimento de impacto, juntamente com as preocupações destacadas com a crise climática e metas líquidas de zero, o ESG está aumentando a agenda do conselho.

Na verdade, não há nada mais a fazer a não ser começar. Depois de definir sua estratégia e uma estrutura para trabalhar, é realmente uma questão de começar a trabalhar.

A gestão de resíduos na Esfera Ambiental

A gestão de resíduos na Esfera Ambiental

Até o momento, os focos principais do ESG têm sido em relação a finanças verdes e investimentos ESG, bem como às indústrias de combustíveis fósseis, mineração, alimentos e roupas. Porém, a gestão de resíduos, por sua própria natureza, sempre esteve próximo das questões ESG.

As operações de gerenciamento de resíduos não estão imunes ao crescente escrutínio do desempenho Ambiental, Social e de Governança (ESG), visto hoje, mais do que nunca, como um fator crítico para a obtenção de capital e talento.

A eliminação de resíduos claramente tem um grande impacto ambiental. A conformidade com a regulamentação ambiental - de autorizações e licenças ao dever de cuidado - está no cerne da maioria dos negócios de resíduos.

O manejo de ruídos, pragas e odores trouxe este setor a relacionamentos próximos e, às vezes, a um confronto com as partes interessadas da comunidade. A natureza transitória de algumas forças de trabalho também apresentou desafios a sociedade atual.

À medida que a demanda pública por produtos ambientalmente e socialmente responsáveis continua a crescer, haverá maior transparência e rastreamento do caminho desses resíduos.

A legislação potencial futura, como aquela sobre o imposto sobre embalagens de plástico e esquemas de devolução de depósito, também pode representar encargos adicionais para as empresas de resíduos. Por isso, incorporar práticas e estratégias ESG podem contribuir no enfretamento de novos desafios que se aproximam.

A legislação no Brasil que rege a gestão adequada de resíduos é a Política Nacional de Resíduos Sólidos, através da Lei nº 12.305/2010. Conforme estabelecido na PNRS a gestão de resíduos deve garantir o máximo de reaproveitamento e reciclagem e a minimização dos rejeitos.

Os benefícios de incorporar o ESG e gestão de resíduos vão desde o início e ao longo de todo um de gerenciamento, e podem ter um grande impacto. Aplicar um aspecto de sustentabilidade no gerenciamento do resíduo pode resultar em reduções de custos, aumento do lucro, aumento do interesse do investidor e, mais importante, apoio público das partes interessadas.

Os programas ESG e gestão de resíduos são tão únicos quanto sua indústria, setor e operadoras individuais. Os principais indicadores de desempenho para um fabricante de semicondutores, por exemplo, serão bastante diferentes daqueles de uma instalação de gerenciamento de resíduos.

Trabalhar com especialistas ESG que sabem como projetar, monitorar, medir e relatar pode ajudar as instalações de gerenciamento de resíduos a maximizar seu potencial de criação de valor.

As organizações também precisam de uma equipe qualificada, que saiba como aplicar todas as normas e orientações específicas do setor em constante evolução para sua situação única de uma instalação de gerenciamento de resíduos.

Como a VG Resíduos pode auxiliar?

Como a VG Resíduos pode auxiliar

O uso de um Software de Gestão Ambiental pode ser o ideal para reduzir impacto ambiental que as empresas geram, e controlar o cumprimento de suas responsabilidades sociais e sua governança.

Com o software é possível o controle total de todos os processos de gestão ambiental, eliminando as antigas planilhas de Excel, licenças em PDF e documentos em Word. Com o software, você consegue ainda:

  • Atender todas legislações ambientais pertentes, evitando assim, sofrer sanções, como multas e embargos;
  • Facilitar o gerenciamento de informações no processo, reduzindo tempo e custos, por exemplo, com a aquisição de matéria prima e com a destinação dos resíduos;
  • Estabelecer o mesmo canal de comunicação com os fornecedores; e
  • Otimizar a elaboração de relatórios ambientais.

Caso você, gestor, ainda esteja confuso sobre a posição de sua organização em relação à ESG, não precisa se preocupar. Os profissionais da VG Resíduos podem ajudá-lo a tornar sua organização mais competitiva através de Indicadores ESG para o alto desempenho do seu negócio.

O ESG é uma sigla em inglês que significa Environment, Social and Governance. O mercado financeiro utiliza o ESG para avaliar empresas de acordo com seus impactos e desempenho em três áreas: meio ambiente, social e governança corporativa.

Gostou desse assunto ou acha ele relevante? Compartilhe nas redes sociais ou deixe seu comentário abaixo.

Gerenciamento de resíduos
seta para cima